terça-feira, 15 de novembro de 2011

A MORTE E SEU PROBLEMA I


Palestra proferida em 10 de Julho de 2008 no
Núcleo Assistencial Bezerra de Menezes
Baseada no cap. 36 de O Homem Integral
pelo espírito Joanna de Ângelis por Divaldo P. Franco,    .



ANTE OS QUE PARTIRAM

Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparado ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.


Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem e choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranquiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Página do livro “Religião dos Espíritos”, ditada pelo Espírito Emmanuel,
psicografada por Francisco Cândido Xavier, edição FEB.

6 comentários:

  1. Realmente, quando vi os corpos de seres tão amados como os dos meus pais, rijos e inertes no caixão, sem a presença "daquilo" q os animava, com certeza e sem sombra de dúvida, constatei a veracidade do que aprendo a toda fração de segundos com o Espiritismo. Só o Consolador, prometido por Jesus, para acalentar nossos corações, dando animo novo para seguirmos em frente trazendo o conforto em forma de informações para elucidar todos os Homo sapiens em pleno processo evolutivo.
    A palestra foi oportuna e essêncial no presente momento. Que ressonância!!

    ResponderExcluir
  2. meu filhinho está no céu e não sofro mais a perda dele a gente sabe que chegou a hora

    ResponderExcluir
  3. Eu li esse livro só que não entendi nada.
    Os livros do Divaldo são complicados, gostei do que ouvi deu para entender tudinho.
    A morte é um problema mesmo mas naum pro espiritismo.

    ResponderExcluir
  4. Atílio Onssis Shiapesan20 de novembro de 2011 19:35

    Minha esposa faleceu anteontem, eu jamais tinha me preocupado com a morte. Sou espírita desde que nasci e essas palavras me fizeram muito bem.

    ResponderExcluir
  5. A morte é um grande desafio para todos nós.
    Que Jesus, por intermédio dos Espíritos Consoladores o envolva em amor e paz!
    Jamais deixe de crer, busque mais do que nunca a fé raciocinada que já dispõe.
    Não tempos como nos libertar de imediato do sofrimento que a separação nos causa, mas tenha certeza: você superará a dor.

    ResponderExcluir
  6. Quando chega essa época do ano fico triste por sentir falta do meus filhos e marido, eles já partiram em um acidente de carro. As suas palavras são confortadoras para mim.
    abraço
    Arlete
    irmão x

    ResponderExcluir